
Se você sente que a vida está bagunçada e não sabe nem por onde começar, este texto é para você.
A busca por como criar uma rotina costuma aparecer com mais força justamente quando a vida adulta está bagunçada. Quando os dias parecem desorganizados, o cansaço se acumula, os hábitos se perdem e a sensação é de que estamos apenas reagindo ao que acontece — sem clareza, sem ritmo, sem espaço nem para respirar.
Eu já estive nesse lugar algumas vezes. A primeira delas foi na faculdade, quando tentei dar conta de tudo ao mesmo tempo: estudos, projetos, metas ambiciosas, listas intermináveis. Na teoria, parecia organização, mas, na prática, não era. Quanto mais eu tentava “controlar” os meus dias, mais perdida eu me sentia.
Isso é um retrato clássico do que hoje chamamos de produtividade tóxica, que confunde fazer mais com viver melhor.
Foi só quando entendi que a rotina não precisava ser rígida nem perfeita — e que ela podia ser um apoio mesmo no meio da bagunça — que as coisas começaram a mudar. Neste artigo, você vai entender como criar uma rotina e como ela pode te ajudar justamente quando a vida está bagunçada, porque ela não precisa virar mais uma cobrança e como começar de forma prática, possível e gentil.
Por que sentimos que a vida está bagunçada?
Nem sempre a sensação de caos vem da falta de tempo. Às vezes, até existem algumas horas livres no dia, mas, ainda assim, tudo parece fora do lugar. Isso acontece porque o que mais pesa não é a quantidade de tarefas, e sim a desorganização mental.
Quando tudo parece urgente, quando não sabemos por onde começar e quando perdemos o ritmo, a bagunça se instala — primeiro por dentro, depois por fora. A mente fica cheia, os compromissos se misturam, os pensamentos se atropelam. E, sem perceber, começamos a viver em modo de sobrevivência.
Essa bagunça não é apenas física ou visível. Ela aparece nos esquecimentos constantes, nas promessas que não conseguimos cumprir (nem com os outros, nem com nós mesmas) e naquela sensação incômoda de estar sempre devendo algo. O resultado costuma ser frustração, culpa e cansaço emocional.
Outro ponto importante é a sobrecarga emocional. Muitas vezes, tentamos nos organizar no meio de crises, mudanças, lutos, inseguranças ou exaustão acumulada. E, nesse contexto, aprender como diminuir a ansiedade e o nervosismo no dia a dia ajuda diretamente na forma como organizamos nossos dias.
Eu já tentei “resolver” essa sensação de vida bagunçada adicionando mais metas, mais esforço, mais ferramentas. E isso só piorava. Quanto mais eu tentava dar conta de tudo, mais distante eu ficava do que realmente importava.
Foi quando comecei a olhar para o essencial — para o que de fato sustentava meus dias — que a confusão começou a diminuir. E é exatamente aí que a rotina entra. Ela não é uma solução mágica, mas é uma estrutura simples que ajuda a criar direção, ritmo e presença.
Como criar uma rotina ajuda quando tudo parece fora do controle?
Quando a vida está bagunçada, é comum pensar que “não adianta tentar se organizar agora”. Mas, na prática, é justamente nesses momentos que aprender como criar uma rotina faz mais diferença.
Não para colocar tudo nos eixos de uma vez. E nem para transformar o caos em perfeição.
Mas para oferecer um apoio, constante e estabilizador.
A rotina funciona como um chão firme em meio à instabilidade. Ela não elimina os problemas, mas ajuda você a atravessá-los com mais clareza. A repetição de pequenas ações cria ritmo, previsibilidade e, principalmente, alívio mental.
Quando você sabe o que vem a seguir, não precisa gastar energia decidindo tudo o tempo inteiro. Isso reduz a ansiedade, diminui a sensação de sobrecarga e traz uma segurança sutil, porém poderosa. Mesmo que o restante do dia seja imprevisível, aquele pequeno bloco que se repete continua ali.
Outro ponto importante é o senso de progresso. Quando a vida está bagunçada, é fácil sentir que nada anda. Mas, ao manter pequenas ações regulares, você percebe que algo está sendo construído — ainda que aos poucos.
Aqui vai uma sugestão prática e realista: escolha duas ou três ações simples para repetir todos os dias, independentemente de como esteja o restante da sua agenda. Por exemplo:
- Organizar a cozinha antes de dormir
- Escrever uma única linha sobre como foi o dia
- Fazer cinco minutos de alongamento ao acordar
Essas ações funcionam como âncoras. Elas ajudam você a se reconectar com o presente e a lembrar que ainda existe algum tipo de ordem possível, mesmo quando a vida parece um caos.
Perceba que criar uma rotina não precisa ser demorado ou complexo. Muitas vezes, alguns minutos de intenção já fazem diferença — como mostro neste guia de planejamento de rotina com apenas 15 minutos por dia.
A rotina não é uma prisão: ela pode (e deve) ser adaptável
Existe um mito muito comum de que rotina é algo rígido, engessado e sufocante. Horários cronometrados, listas intermináveis, disciplina extrema. Eu mesma acreditei nisso por um bom tempo.
No início da minha jornada com organização, eu criava rotinas “perfeitas” no papel. Tudo parecia lindo: estudo, trabalho, autocuidado, lazer. Mas, na prática, aquilo não se sustentava. Bastava um dia fora do previsto para eu sentir que tinha falhado completamente.
Com o tempo, entendi que a rotina não precisa ser perfeita. Ela precisa ser possível.
Uma boa rotina não é um roteiro fechado. É uma estrutura flexível que acompanha seus ciclos, suas emoções e as fases da sua vida. Em vez de limitar, ela oferece liberdade — porque você entende seus limites e consegue ajustar o ritmo quando necessário.
Quando a vida está bagunçada, insistir em uma rotina rígida só aumenta a frustração. O que funciona melhor é adotar uma postura mais gentil e realista. Em vez de tentar “voltar ao normal”, vale se perguntar:
Qual é o mínimo que eu consigo sustentar agora?
Esse conceito de rotina mínima viável faz toda a diferença. São os hábitos essenciais que mantêm seus dias funcionando com dignidade, mesmo em fases difíceis. Pode ser algo como:
- Ter um horário mais ou menos fixo para acordar e dormir;
- Fazer as refeições com um mínimo de atenção;
- Criar um pequeno momento de pausa ou silêncio no dia.
Esses blocos simples já ajudam a diminuir a sensação de vida bagunçada. E, aos poucos, o ritmo vai sendo reconstruído.
Como criar uma rotina em 5 passos – mesmo quando tudo parece um caos

Recomeçar uma rotina quando tudo está desorganizado pode parecer impossível. Quando a agenda está cheia, a mente acelerada e a energia baixa, pensar em organização soa quase irônico.
Por isso, aprender como criar uma rotina nesse contexto exige simplicidade. Não é sobre montar algo elaborado, mas sobre reconstruir aos poucos, com o que você tem hoje.
A seguir, estão cinco passos práticos e gentis para começar mesmo no meio do caos:
1. Defina um horário-base para começar o dia
Ter uma hora relativamente estável para acordar ajuda a criar uma âncora para o restante do dia. Isso influencia o sono, o humor e a percepção de tempo.
Não precisa ser cedo e nem exato. Uma janela de 30 minutos já é suficiente para começar a dar ritmo aos dias.
2. Crie uma âncora simples na manhã ou na noite
Você não precisa de uma rotina matinal longa. Escolha uma ou duas ações que sinalizem o início ou o encerramento do dia. Exemplos:
- Preparar o café com calma, sem celular;
- Anotar três intenções simples para o dia;
- Ler algo curto que traga presença;
- À noite, separar a roupa do dia seguinte ou escrever um breve resumo do dia.
Essas âncoras ajudam o cérebro a sair do piloto automático.
3. Defina três ações essenciais para o dia
Pergunte a si mesma: se eu conseguir fazer apenas três coisas hoje, quais fariam o dia valer a pena?
Pode ser algo como:
- Beber água ao longo do dia;
- Verificar a agenda ou lista principal;
- Dedicar 20 minutos a algo importante (estudo, projeto, arrumação da casa, etc).
Essas três ações formam sua base. O resto é extra.
4. Não tente retomar tudo de uma vez
Um erro comum é tentar recuperar a rotina completa de uma só vez. Isso gera sobrecarga e abandono. Pense em camadas: comece pelo essencial, mantenha por alguns dias e só depois adicione novos hábitos.
5. Use ferramentas de forma simples
Se você já usou planner, Notion ou outro sistema, volte a eles sem complicar. Nada de páginas elaboradas ou metas irreais. Registre apenas o que ajuda neste momento.
Se você sente que visualizar a semana ajuda, um planejamento semanal para imprimir pode ser um bom ponto de partida — sem precisar digitalizar tudo ou complicar.
E, se nunca usou nada disso, uma folha em branco já resolve. O formato importa menos do que a intenção.
Sinais de que sua rotina está funcionando — mesmo com a vida bagunçada
Muita gente acha que uma rotina só está “dando certo” quando tudo está fluindo perfeitamente: tarefas concluídas, planner preenchido, hábitos em dia… Mas a verdade é que uma boa rotina nem sempre parece bonita ou produtiva. Às vezes, os sinais de que ela está funcionando são sutis — e profundamente valiosos.
Aqui estão alguns indícios de que sua rotina está fazendo o que precisa, mesmo que a sua vida ainda esteja longe do ideal:
- Você está dormindo melhor ou com menos dificuldade para pegar no sono;
- Consegue lembrar de cuidar de si, nem que seja com um café tomado com calma ou um banho mais tranquilo;
- Sente menos culpa por não dar conta de tudo — porque já aceitou que fazer o essencial é suficiente por agora;
- Tem mais clareza das suas prioridades, mesmo que nem tudo esteja sob controle;
- Voltou a se sentir um pouco mais presente nos seus dias, ainda que o cenário geral continue bagunçado;
- Lembra que pode ajustar o plano sem precisar abandonar tudo.
Uma rotina bem construída não te transforma em uma máquina de produtividade. Ela te sustenta. Te acolhe. Te oferece uma base estável em meio à instabilidade.
Se você reconheceu ao menos um desses sinais, parabéns. Isso já mostra que a sua rotina está cumprindo o papel mais importante: cuidar de você, mesmo no caos.
Lembre-se de que criar rotina não é sobre controle
Criar uma rotina não é sobre rigidez, desempenho ou perfeição. É sobre sustentar o essencial, especialmente quando a vida está bagunçada.
Se tem algo que aprendi ao longo dos anos é que a rotina só funciona quando faz sentido para quem vive ela. Copiar modelos, seguir fórmulas engessadas ou se cobrar mais em momentos difíceis raramente ajuda.
Quando tudo sai dos trilhos, o caminho mais gentil é voltar para o simples. Criar pequenas âncoras, respeitar o próprio ritmo e lembrar que cada passo conta.
Se você chegou até aqui, aproveite esse impulso. Escolha uma ação pequena para repetir nos próximos dias. Algo possível, simples e real.
Você não precisa esperar a vida se organizar para cuidar de si. Aprender como criar uma rotina é, muitas vezes, a forma mais gentil de recomeçar — um dia de cada vez.
Até a próxima 💛







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